Já pensou se o seu sintoma tivesse a chance de te escrever uma carta? Garanto que seria alguma coisa assim:

“Olá, tenho muitos nomes: dor disso e dor daquilo, gripe, câncer, depressão, enxaqueca, diabetes e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.

Você não entende... Ninguém me compreende! Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida. Todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês. E não é bem assim. Isso seria um absurdo. Eu, o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.

Vamos ver... me responda. Você negociaria com terroristas, batendo na porta deles com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas?

Não, certo?

Então, por que você não entende que eu, o sintoma, não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem? Você me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo, mas... não pára um minuto sequer para refletir e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo.

Apenas escuto você dizer: “Cale-se!”, “Vá embora logo!”, “Eu te odeio!”, “Maldita a hora em que apareceu sem ser convidado!”, e muitas outras frases que me tornam impotente para lhe fazer entender... mas devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer compreender a mensagem.

O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Cala-me com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios... Quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia me calar. E me surpreendo ao ver que, às vezes, até prefere fazer simpatias e consultar adivinhos para, de forma “mágica”, me fazer sumir do seu corpo.

A minha única intenção é lhe passar uma mensagem e, mesmo assim, você me ignora totalmente.

Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta, de mil maneiras, avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater nele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar... E, ainda assim, continua sem me ouvir…

Está compreendendo?

Para você, eu, o sintoma, sou “A doença”.

Não confunda as coisas.

Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas...

Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos só para me calar.

Eu não sou a doença, sou o sintoma.

Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?


A doença é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença. E nenhum médico aqui no planeta Terra sabe como a combater! A única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.

É bom se você estiver se sentindo incomodado por estar lendo esta carta. Deve ser algo assim como um “chacoalhão na sua inteligência”. Está tudo bem se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o seu processo muito bem e entendo realmente você. De fato, isso faz parte do meu trabalho. Não precisa se preocupar! A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você refletir sobre o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.

Quando eu, “o sintoma”, apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar; mas para lhe avisar que uma emoção, contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente. Deveria se perguntar a si mesmo: “Por que apareceu esse sintoma na minha vida?”, “O que ele pretende me alertar?", "Por que está aparecendo esse sintoma agora?"... "O que devo mudar em mim?"

Se você deixar essas perguntas apenas em sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também, e ouvir atentamente, ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções...


Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, observe o que tento lhe dizer, verdadeiramente... Por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do meu aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.

Aos poucos você descobrirá que quanto melhor observar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia em que não me verá, nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “observa-dor” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico, comprar remédios, nem precisará de "desperta-dores".

Por favor, me deixe sem trabalho! (risos)

Ou você acha que eu não fico feliz sem precisar fazer o que eu faço?

Convido você a refletir sobre o motivo de minha visita... cada vez que eu apareça.

Deixe de me exibir para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu de dó.

Estou farto que você diga:

“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.

“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.

“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.

Você ainda acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais?

Eu sei que meu trabalho é útil, mas nem por isso há necessidade de tanto me elogiar na frente dos outros.

Toda vez que isso acontece, você na verdade está dizendo: “Olhem como sou fraco! Não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções... e não vivo coerentemente... Reparem, reparem!”.

Por favor, tome consciência disso, reflita e aja com sabedoria.

Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!

Atenciosamente,

O Sintoma.”

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